Abolição da Escravatura

A escravidão do negro foi a fórmula encontrada pelos colonizadores europeus para o aproveitamento das terras descobertas na faixa tropical. O desenvolvimento da cultura do café fez crescer a demanda da mão-de-obra. Proibido, porém clandestinos navios negreiros vinham da África. Apesar de existir, desde 1831, a lei que rezava que todos os escravos eram livres, esta lei se mostrou ineficaz.

A situação dos negros nas fazendas era muito precária. Habitavam casas de pau a pique e senzalas, dormiam em redes e esteiras, usavam roupas feito de tecido grosseiro, e se alimentavam de feijão, angu e farinha e as vezes, de um pedaço de charque ou toucinho, raramente mandioca ou batata doce. Doenças como verminose, febres e tuberculose eram comuns. Os índices de mortalidade infantil eram extremamente altos. Muitos escravos fugiam das fazendas e viviam escondidos em quilombos perseguidos pelos “Capitães do Mato” castigos físicos eram uma dura e triste realidade. Em algumas regiões cafeeiras os escravos perfaziam 75% de população (Holanda S. B.).

Iniciaram-se diversos movimentos contra esta situação liderados por diversos políticos, pela Igreja e grande parte da população.

Em 1842, o Senador Vergueiro lançou a iniciativa de parceria, através do trabalho de imigrantes. Por um longo período, escravidão e parceria com imigrantes europeus Portugueses, Alemães, Suiços e Italianos , – caminharam juntos.

Em Rio Claro as primeiras iniciativas para a libertação dos escravos datam de 1869 e 1872 quando o Padre João de Santa Candida deu “liberdade plena” a alguns escravos. No mesmo ano a loja Maçônica “ Fraternidade Terceira” indenizou o mesmo padre para que desse liberdade ao escravo Sebastião. Outras famílias seguiam o exemplo dando liberdade aos seus escravos.

Em 1887, a Câmara Municipal de Rio Claro através do seu Presidente, Barão do Grão Mogol lançou o” livro de Ouro” para que nele fossem inscritos os nomes das famílias e pessoas que libertassem seus escravos para que “mais depressa tocaremos ao fim almejado pelos corações e almas que se compadecem da parte infeliz que jaz sob o mais duro dos jugos – a escravidão “.

A repercussão foi grande e vários fazendeiros e pessoas de destaque deram liberdade aos seus escravos. O movimento abolicionista cresceu e, em 5 de Fevereiro de 1888. Rio claro oficialmente deu liberdade total a todos seus escravos, ou seja, três meses antes da “Lei Aurea” de 13 de Maio de 1888.

A agricultura, que era desenvolvida através dos sistemas escravocrata e parceria desde 1847, tornou impulso através de colonas vindos de diversos países europeus.

Fonte: Holanda S.B. Civilização Brasileira, Brasil Monarquico, 1967.
Penteado, O.A. Rio Claro e a libertação dos seus escravos R. C. Sesqüicentenária 1978.

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