História dos Bairros – Centro histórico

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O centro histórico de Rio Claro compreende as ruas 1 (Rua Dr. César) e 6 (Rua de São João), com as avenidas 5 (Rua Alegre) e 4 (Rua Aurora), compondo um quadrado de 11 quarteirões. Em 1835, destacava-se o Largo da Matriz, a Igreja Matriz e a casa do Capitão Estevan Cardoso de Negreiros. Suas ruas não eram calçadas, apresentando um aspecto muito simples, onde mesclavam poucas casas de moradia e algumas casas de comércio. Este espaço expressava o início de um processo de formação.

Na década de 1860, passou a recebe inúmeras melhorias, como a construção do Teatro Fênix, na rua 3 (Rua das Flores) com a avenida 1 (Rua do Comércio), a fundação do Gabinete de Leitura na avenida 4 (Rua Aurora) e a Sociedade Philarmonica Rioclarense que funcionava na casa de Thomaz Carlos de Molina, na avenida 1 (Rua do Comércio). No casarão construído por Luiz Borges (atual Museu Histórico e Pedagógico “Amador Bueno da Veiga”), passou a funcionar o Hotel do Oeste. Já havia o prédio da Cadeia e da Câmara Municipal na rua 5 (Rua da Cadeia) com avenida 2 (Rua Municipal). Os gêneros alimentícios eram vendidos na Praça do Mercado na rua 4 (Rua Aurora) com avenida 3 (Rua Direita).

As décadas de 1870, 1880 e 1890 foram muito prósperas em função do desenvolvimento da lavoura cafeeira na região, levando Rio Claro a se projetar como um grande centro cafeicultor. Em 1876, chegam os trilhos da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, ampliando o contato da cidade com São Paulo, a capital da Província. Foi inaugurada na rua 1 (Rua Dr. César) a Estação Ferroviária. Já funcionava a Agência do Correio na rua 4 (Rua Formosa) com a avenida 1 (Rua do Comércio). A população se avolumava e o centro urbano ganhava prosperidade. São desse período os maiores investimentos até então realizados em Rio Claro: a instalação da luz elétrica e da água encanada, passando a dotar a cidade de modernos padrões de conforto e modernidade, almejados pela burguesia cafeeira. Esses elementos marcaram o desenvolvimento de Rio Claro, ficando materializado, no urbano e na memória, o registro de suas identidades.

 

Liliana Garcia

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