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VILMO ROSADA |
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O ESPLENDOR DA OBRA DE VILMO ROSADA
SOBRE AS PEÇAS: A exposição “O esplendor da obra de Vilmo Rosada” é composta por peças e documentos pertencentes ao acervo da Pinacoteca Municipal Pimentel Jr. Sua formação esmerada é revelada em suas mais de 500 obras espalhadas entre Brasil e Itália. Desde os 6 anos de idade absorveu conhecimentos artísticos com seu pai, o escultor Giuseppe Rosada e depois teve como mestre Marco Dovanzo, em Udine – Itália. Formou-se em Desenho Artístico na Escola de Desenho Francisco Glicério, em Campinas e também na Escola de Belas Artes de Milão e Real Academia de Belas Artes de Veneza. Trabalhou como escultor durante toda a sua vida e também como professor de desenho artístico A exposição é composta por: Painéis que resumem sua vida e obra através de textos e fotografias; Essas obras e documentos de Vilmo Rosada foram cedidas pela família do escultor para comporem o acervo da Pinacoteca Municipal Pimentel Jr. As peças foram coletadas e totalmente restauradas e pintadas imitando o bronze pela Profa. Restauradora Olga Cristofoletti Faneco que dirigiu a Pinacoteca por 12 anos. OS CAMINHOS DE VILMO ROSADA Vilmo Tullio Rosada nasceu em 23 de junho de 1905 em Udine, província de Veneza, Itália, um país por excelência artístico-cultural. Com apenas 6 anos de idade, absorvendo os conhecimentos de seu pai Giuseppi Rosada, o qual foi seu primeiro mestre, iniciou uma carreira que lhe renderia diversos prêmios e reconhecimento, frutos da sua dedicação à arte de esculpir. Em 1913, seu pai veio para a Argentina desenvolver alguns trabalhos de escultura, mesmo assim não abandonou a carreira do filho, deixando-o sob a orientação do amigo Sr. Marco Dovanzo, escultor. Em 1920, aos 15 anos de idade, veio para o Brasil em companhia dos irmãos encontrar-se com seu pai que residia em Campinas desde 1914. Durante 3 anos acompanhou o trabalho de seu pai auxiliando-o e aprimorando seus conhecimentos. Teve a oportunidade de freqüentar e concluir o curso de desenho artístico na Escola de Desenho “Francisco Glicério”, patrocinado pela Loja Maçônica Independência da Ordem Segunda de Campinas. No ano de 1924, retornou a Itália para cumprir o Serviço Militar e aí pode concluir o Curso de Belas Artes na cidade de Milão e na Régia Academia de Belas Artes de Veneza. Aos 22 anos, escultor e professor formado retornam ao Brasil voltando a morar em Campinas. Dividindo seu tempo, Vilmo pode trabalhar com seu pai e lecionar a disciplina de Desenho Artístico em todas as Escolas de Campinas e também no Colégio Dante Alighieri em São Paulo. Com o falecimento de seu pai, neste mesmo ano, assumiu a responsabilidade de dar continuidade ao veio artístico da família. Em 1934, casou-se com a rioclarense Belmira Mônaco na cidade de Campinas, permanecendo lá até 1940, quando resolveu mudar-se para Rio Claro, fixando aqui residência. Tiveram duas filhas, Maria Elizabete, casada com Reynaldo Hunger e Neusa Maria, casada com João Wagner Dônola Junior. Em seu novo atelier na av. 5 nº 737, durante quase 50 anos trabalhou sem interrupção tornando-se, sem dúvida, a expressão mais destacada no cenário da arte de esculpir. Seu nome foi projetado em todo Brasil e sempre foi lembrado para participar de vários concursos e também como membro de comissões julgadoras de seleção e premiação de trabalhos artísticos. Em 1984, sua esposa e companheira Dna. Belmira faleceu, causando-lhe uma grande dor. Como última homenagem, imortalizou-a no bronze. Vilmo Rosada era detalhista e perfeccionista ao extremo, sua auto crítica não admitia erros dentre as mais de 500 obras espalhadas pelo Brasil e Itália. Dessas obras destaca-se o Mausoléu dos Heróis da Polícia Militar de São Paulo que se encontra no Cemitério do Araçá na Capital. Outro destaque dentre as obras às quais ele mais se apegava, é o Templo Maçônico da Loja Capitular Estrela de Rio Claro que a arquitetura o consagra como sendo o mais belo do Brasil e ao qual ele se referia com muito orgulho. Vilmo Rosada projetou e escoltou sua decoração com diversos painéis em alto e baixo relevo, referentes à História do Brasil e a Simbologia Maçônica. Temos que destacar aqui as pinturas com alegorias egípcias. Também o Palácio Maçônico do Rio de Janeiro guarda entre suas relíquias diversas obras do autor. São suas estas palavras: “Sempre trabalho com música. O ouvido tem que estar ocupado. Prefiro ópera ou opereta. Na parte da manhã a Ave Maria de Gounod. O artista utilizava como técnica a modelagem em argila, com posterior molde em gesso e fundição em bronze. Faleceu o escultor na cidade de Rio Claro a 5 de setembro de 1987. Após sua morte, seu atelier permaneceu fechado durante 7 anos conservando suas peças e instrumentos intactos como ele havia deixado. Hoje graças à doação de sua família, explodem numa beleza nata, totalmente restaurados e pintados, os modelos de suas esculturas, para a felicidade dos rioclarenses que talvez não o conheceram. A arte não se compra, não se vende. Arte não se adquire em parte alguma e não se consegue de qualquer maneira. Não é objeto de luxo que se permuta por algumas rodelas de ouro e nem quinquilharias que se obtém com alguns níqueis baratos. Arte é grito da alma, que nasce no berço, é a felicidade espiritual dos protegidos da natureza e dom divino ofertado por Deus. Ser artista é ser poeta, ser artista é ser pintor que tece a existência com painéis admiráveis que colorem a espiritual felicidade humana. Ser artista é possuir o dom, a alma, a grandeza de sentimento de um Vilmo Rosada. |